terça-feira, 19 de setembro de 2017

Para além do sono infinito...

Ao acordar do sono infinito escutei a voz do Dr. Punk Freud sussurrando: nem a homossexualidade, nem a bissexualidade ou a heterossexualidade devem ser pensadas como naturais. A única coisa natural é a sexualidade. O restante é definido pelas relações de poder. Acordei algumas décadas atrás com essa voz na cabeça e sigo adiante sem culpa e sem desculpa!


Único Ato

O Dr. Punk Freud resolveu fazer um esclarecimento urgente. 
- Na real, não existem atos falhos. Existem atos fálicos!

domingo, 3 de setembro de 2017

Cara ou coroa!

A vida pede capacidade de discernimento. É preciso saber quando o momento é mais pra cartão de crédito ou quando é mais pra navalha!

domingo, 13 de agosto de 2017

Espelhos

Não é preciso olhar nos espelhos e não se reconhecer para saber que a vida tem prazo de validade. Então, tome cuidado com os espelhos que encontrar nas esquinas e nos sonhos...principalmente nos sonhos que você tem quando está acordado. Esses sonhos estão loucos para te perguntar: "oi, como vai?", já sabendo da sua resposta muda...

Cuidado com os neurônios-espelho. Eles te observam quando você os observa! 

O louco que se olha no espelho e não se acha normal não é louco...

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Quantas omeletes cabem entre os ovos e a serpente?

É muito difícil para um povo que há pouco tempo se considerava em processo de democratização e redução das desigualdades sociais de um momento para o outro perceber que está tudo indo por água abaixo. E que o poder representativo não o representa, apenas defende os próprios interesses escusos. Entre a apatia e a revolta, alguns integrantes desse povo acabam encontrando uma catarse na revolta. Principalmente quando a afronta política chega a ser um desaforo. Como no caso de tornar cidadão honorário de uma cidade, aquele que nunca fez coisa alguma por ela, mas que reflete o modelo dos que mais a prejudicam do que ajudam, gerando não apenas a colonização, mas a gentrificação do inconsciente. Nesse caso, atirar ovo se torna uma reação muito mais digna do que atirar pedras ou balas, porque ovo não mata, mas causa constrangimento e humilhação, assim como é menos desumano do que atirar água fria em quem está dormindo ao relento numa madrugada de inverno. E para quem vive sendo constrangido e humilhado institucionalmente, reagir mostrando que nem todos se deixam abater pela apatia, equivale a enfiar um voto na urna sabendo que este não poderá ser subTRAÍDO. Não de novo! E assim, alguns autênticos cidadãos soteropolitanos se sentem mais civilizados do que os bárbaros de terno e gravata que só fazem pilhar e saquear o que ao povo pertence.   


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Brasília, 2 de agosto

O mantra-refrão-palavra-de-ordem que guia o inconsciente da cultura política nacional é: tem(er) que(r) manter isso, viu?

Sobre a ética e a corrupção no cotidiano

Nessa manhã, para muitos uma manhã de luto, o celular tocou às 6:10h. Número desconhecido. Do outro lado uma voz cantada querendo saber qual o meu nome. Achei estranho, pensei logo em golpe e me coloquei em condição de combate - nessas horas o sono cede espaço para que a vigília total entre em ação.  A voz cantada perguntou se eu perdi alguma coisa, e depois pediu pra conferir minha carteira. Pulo da cama, corro até a mochila e não encontro a carteira. Não dormi em casa e lembro que no momento que saltei do carro com volumes nas mãos dei três ou quatro passos para entrar no recinto onde me encontro. Curiosamente, lembro que nesse pequeno percurso não fechei o compartimento da mochila no qual coloquei a carteira. Pego o celular e digo que sim, tem algo faltando. A voz então diz o meu nome completo e pergunta onde trabalho. Hesito em responder por alguns segundos, mas como dei por falta da carteira com algum dinheiro e muitos documentos, respondo.

 A voz cantada pede que eu vá lá fora, percorrendo não mais que 50 metros de distância do carro. Quando chego lá um segurança fardado e um outro civil que trabalham numa agência de segurança ali localizada me chamam e me devolvem a carteira. Verifico que o dinheiro não está. Então, o vigia, também negro e um pouco mais jovem que eu,  tira R$192,00 do bolso e me devolve. Achei que ele me devolveu depois de ter me analisado e ter percebido que eu sou uma "pessoa do bem". Cumprimentei os dois, voltei pra cama e bastante agitado demorei pra retomar o sono. Depois do que aconteceu ontem, em Brasília, fiquei surpreso em perceber que nem todo brasileiro foi infectado pelo vírus da corrupção fácil ao alcance da mão, mesmo quando existe identificação com o outro.